Fisioterapia pode auxiliar no tratamento do zumbido 05/08/2010
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O zumbido atinge 17% da população brasileira e é caracterizado pela percepção que um indivíduo tem nos ouvidos ou na cabeça de um som que não existe no meio externo. Em 20% dos casos provoca grande repercussão na vida dos pacientes, dificultando o sono, a concentração, a vida profissional e social, gerando ou agravando estados de ansiedade e depressão.
“Antigamente acreditava-se que o zumbido era exclusivamente causado por doenças do ouvido, mas hoje é comprovado que ele pode ser originário de vários sistemas ou partes do corpo”, explica o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, membro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ).
Alguns pacientes afirmam que o zumbido sofre influências da contração dos músculos, principalmente aqueles localizados na região da cabeça ou do pescoço, alterando a intensidade ou tipo. “A partir desses relatos passou-se a dar mais atenção aos pacientes com histórico de traumas na cabeça ou pescoço, quadros de dor muscular de repetição, manipulação dentária ou até mesmo massagens e exercícios físicos realizados de forma indevida”, ressalta Gerson. Vivian Domit Pasqualin, fisioterapeuta e membro da GAPZ, acrescenta ainda que algumas dores se originam num lugar mas podem se refletir em outro, estas são chamadas de somatossensoriais e também podem originar o zumbido. Ela será a palestrante do próximo encontro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido que acontece toda primeira sexta feira de cada mês no 5º andar do Hospital de Clínicas em Curitiba. O tema tratado no dia 6 de agosto, a partir das 14h será a atuação do fisioterapeuta nos pacientes com zumbido. Vivian Pasqualin orienta que, “um indicador desse caso é se o exame de audiometria apontar que os dois ouvidos estão iguais, mas somente em um o paciente reclama do zumbido. Em muitas pessoas existem pontos bem definidos de dor nos músculos (pontos-gatilho), principalmente no pescoço e na cabeça, que quando pressionados irradiam essa dor imediatamente para outras partes do corpo, incluindo o ouvido”, esclarece. Vivian também afirma que essa é uma característica da síndrome dolorosa miofascial e que em casos como esse a fisioterapia é a melhor indicação, pois ajuda a diminuir tanto a intensidade do zumbido e da dor como o número de pontos – gatilho.
“O zumbido pode ter muitas causas, por isso é necessária uma investigação detalhada. Por outro lado, o tratamento de algumas formas do sintoma pode ser terapêuticamente variável, havendo várias maneiras de controlar esta incômoda e desconfortante sensação”, conclui Gerson.
Quem disse que zumbido não tem cura? 15/06/2010
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Na tarde de sexta-feira, 11 de maio, aconteceu mais um encontro do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido (GAPZ), que é realizado todo início de mês no Hospital das Clínicas. O Grupo que é uma ajuda e de certa forma um local de desabafos, discutiu os “Principais exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido”, com a presença de Rita Mendes, coordenadora do GAPZ-Curitiba e Izabella Pedriali de Macedo, fonoaudióloga especialista em audiologia.
Em primeiro lugar, as especialistas fazem questão de frisar que o zumbido não é exatamente uma doença, mas um sintoma que pode ser provocado por diversos fatores, que em alguns casos é acompanhado de um certo grau de perda de audição. “Vale lembrar que zumbido não pode provocar surdez, porém, a surdez pode ocasionar o zumbido”, avisa Izabella.
Esse é o caso da aposentada Helena Moscleski, ela sofre com o zumbido há dez anos por conta de seu problema de perda auditiva. “Eu esperei quatro anos para poder marcar uma consulta e ter o diagnóstico, mas agora que estou usando um aparelho auditivo, as coisas melhoraram um pouco, mas espero que com a ajuda do grupo os benefícios aumentem”, conta.
Segundo Rita, o primeiro passo ao sentir os sintomas é procurar um médico, pois a partir da consulta é que se pode encaminhar e solicitar exames para o paciente. Além de avaliações que complementarão a consulta e determinarão as causas do zumbido para cada um. “Inicialmente, o médico fará um interrogatório ao paciente sobre seu hábito de vida, se ele possui algum tipo de tolerância a sons, alergias, problemas emocionais e de saúde, entre outros. Depois é realizado exames físicos – ouvidos, nariz, garganta e ausculta”, diz.
Após essa primeira consulta serão pedidos exames laboratoriais de sangue (hemograma, glicemia, colesterol e triglicerídeos, hormônios tireoidianos, dosagem de zinco e reação sorológica a sífilis) e exames de audição realizados pelo fonoaudiólogo. “Esses exames são importantes, pois revelam a causa do zumbido. É importante também manter uma alimentação saudável, evitar cafeína e praticar exercícios, para que assim problemas de saúde sejam evitados e o zumbido também”, ressalta Rita.
Izabella, explica que na dependência destes resultados o médico poderá solicitar: audiometria, exames de imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética de ouvidos), de Doppler arterial e as avaliações com profissionais: dentista, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros. “É muito importante que o paciente procure ajuda o quanto antes, pois isso auxilia no tratamento. E todas essas avaliações são muito importantes, porque cada caso é um caso”, afirma.
De acordo com Izabella, atualmente se pode tratar o zumbido e eliminar o barulhinho incômodo, podendo até acabar com o mal. Depois do diagnóstico, o ortodontista e ortopedista facial e membro da GAPZ Curitiba, Gerson Köhler, diz que não há motivo para se assustar, pois o problema tem tratamento. “Como o zumbido pode ter várias causas é importante que seja feito exames detalhados. Por isso GAPZ-Curitiba conta com uma equipe multidisciplinar – com otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiógolos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais”, conclui.
Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo encontro: 02.07.2010
Tema: Relações entre o zumbido, intolerância a sons e perda auditiva.
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Palestra dupla no Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de hoje 02/10/2009
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Acontece hoje, a partir das 14h, a reunião do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido. O evento acontece no anfiteatro de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR. Excepcionalmente, a reunião terá duas palestras. Uma sobre a atuação do fisioterapeuta nos casos de zumbido, ministrada por Vivian Pasqualim, e outra sobre as diversas terapias que existem para o problema, sob responsabilidade da otorrinolaringologista Rita Mendes.
O GAPZ é um trabalho voluntário que especialistas realizam para orientar e esclarecer dúvidas de pessoas que sofrem com o sintoma. “Informação também é tratamento. Quando a pessoa entende o que está acontecendo, é mais fácil lidar com o problema, assim, o paciente fica mais acessível para a terapia que o médico receitar”, comenta o Dr. Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista-facial e integrante do Grupo.
Ele explica que o zumbido demanda uma atuação interdisciplinar, com profissionais de várias áreas, para garantir que o tratamento tenha sucesso. O primeiro passo é sempre passar pela avaliação de um otorrino ou otoneurologista, que irão indicar quais os rumos corretos para tratar o problema. “Caso a raiz do zumbido esteja na musculatura mastigatória e nas ATMs, é aí que entra o ortodontista. Mas, dependendo do diagnóstico, o paciente também ser encaminhado para um fisioterapeuta, fonoaudiólogo ou psicólogo”.
A última reunião do GAPZ, que aconteceu no início de setembro, foi a primeira do senhor Edemar Lobo. Já são cerca de dois anos que ele escuta o zumbido, mas o sintoma alcançou um grau de incômodo que já não poderia mais ser ignorado. Ele descobriu o grupo de apoio em um busca na internet. “A gente está procurando ajuda, então onde existe uma possibilidade, uma luz no fim do túnel, nós vamos lá”.


