Encontro auxilia pessoas com problema de zumbido 10/05/2010
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Falta de sono, alteração de humor, dificuldade de concentração e mudanças em sua vida social podem ser indicadores de que você é uma pessoa com problema de zumbido. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, esta é a realidade de cerca de 278 milhões de pessoas no mundo – 28 milhões somente de brasileiros que sofrem com esse male.
Paulo Jesuan Guimarães Ulbrich é um desses brasileiros e com uma história única. Refém dos zumbidos há sessenta anos e vinte quatro horas por dia, a sua vida foi em função do problema. “Sempre soube que tive esse problema, porém, ainda não tive a oportunidade de ter um tratamento”, conta.
Ulbrich foi um dos participantes do Grupo de Apoio as Pessoas com Zumbido (GAPZ), que aconteceu na tarde desta sexta-feira, 07 de maio, no Hospital de Clínicas. Após ouvir a palestra, ministrada para uma platéia de pessoas com problemas parecidos ao dele, ele resolveu que era momento de começar o tratamento, se livrando do tormento que o acompanhou durante sua vida inteira.
Uma das palestrantes, a psicóloga Lesle Maciel abordou os aspectos emocionais relacionados ao zumbido, falando como esse irritante barulho pode atrapalhar a vida de uma pessoa, afastando-a do convívio de familiares e amigos. Segundo Lesle, o primeiro passo para a melhora é o reconhecimento do problema. “As pessoas que tem zumbido, tem dificuldades em reconhecer que tem um problema. Só após essa atitude que ela vai procurar um médico, que traçará seu histórico e uma solução terapêutica”, diz.
Geralmente, quem sofre desse mal perde o prazer de viver, mas depois de efetuados os exames necessários e o tratamento definido, o paciente retoma sua qualidade de vida, além de ter diminuição ou, até mesmo, a ausência dos sintomas. “Cuidar do zumbido é uma forma de cuidar de si mesmo, depende da própria pessoa achar saída e fazer pequenas mudanças no comportamento dos seus hábitos”, afirma Lesle.
De acordo com a fisioterapeuta Vivian Pasqualin, o problema não é exatamente uma doença, mas um sintoma que pode ser provocado por mais de duzentas causas, como por exemplo, alto consumo de cafeína, pressão alta, diabetes e até disfunções da mandíbula. “Para quem sofre de zumbido, não há motivo para se assustar, pois ele tem cura”, completa Vivian.
Mas antes de procurar uma psicóloga e ao sentir os sintomas, o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, da equipe interdisciplinar do GAPZ, recomenda que o paciente marque uma consulta com otorrinolaringologista. “Ao descartar a possibilidade de problemas nas estruturas internas do ouvido, o médico o encaminhará para as outras especialidades”, explica.
De acordo com Köhler é a partir desse primeiro diagnóstico que há uma análise da região craniofacial, através da qual será possível detectar se o zumbido tem como causa também este componente, proveniente de função inadequada do aparelho mastigatório.
A coordenadora do grupo, Rita Mendes, complementa: “Como o zumbido pode ter várias causas é importante que sejam feito exames detalhados.
Por isso, essa equipe é multidisciplinar – contando com otorrinolaringologistas, odontologistas, fonoaudiógolos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais”, conclui.
O GAPZ já funciona em Curitiba há quase sete anos, tendo surgindo inicialmente em São Paulo, através da Professora Doutora Tanit
Sanchez, da Divisão de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP, uma das mais conceituadas especialistas em zumbido no Brasil.
Próximo encontro:
Serviço: Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido
Próximo e encontro: 11 de junho
Tema: “Principais exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido”
Palestrante: Rita Mendes, coordenadora do GAPZ e Izabella Pedriali de Macedo.
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade
Federal do Paraná
Crédito: Marie-Claire Devos
Palestra sobre zumbido promove troca de experiências 08/03/2010
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Com o objetivo de transmitir a informação de forma simples e acessível, além de proporcionar a interação entre os pacientes, a equipe do grupo de apoio a pessoas com zumbido (GAPZ) promoveu o primeiro encontro do ano e 2010. “As pessoas pensam que o mal é individual porém cerca de 27 milhões de brasileiros queixam-se de zumbido aumentando para 1/3 da população da terceira idade. Assim, formamos esta rede voluntária para proporcionar o contato entre os pacientes e esclarecer que o zumbido não é uma doença. É um sintoma de causas múltiplas”, afirma a médica otorrinolaringologista Rita Guimarães Mendes, coordenadora do grupo.
O GAPZ é formado por profissionais da área de odontologia, fonoaudiologia, fisioterapia e psicologia.
Entre as causas mais freqüentes de zumbido estão a exposição a ruídos intensos, as alterações cardiovasculares, metabólicas, o processo de envelhecimento auditivo, transtornos psicológicos e as disfunções musculares craniofaciais e do pescoço.
Crianças e adolescentes também estão sujeitos aos sintomas, visto que, atualmente, as exposições aos ruídos estão cada vez mais intensas.
O Dr Kohler, ortodontista do grupo, esclarece que a participação das reuniões do GAPZ não substitui a avaliação individual e o tratamento. “ O objetivo é proporcionar um encontro e troca de experiências”,diz.
Como forma de buscar conhecimento e socialização é que o casal de administradores Márcio Ricardo Socha, 43 e Vanessa Nami Pastuch, 41 chegaram até o GAPZ. Devido ao uso de medicação pós-cirúrgica, provenientes de uma cirurgia cardíaca, Ricardo Socha, sofre de zumbido há sete anos. “Este mal me afastou dos ambientes sociais. Sinto constrangimentos em ir a teatros, shows, eventos esportivos… cinema, só legendado”. Assim, a esposa o acompanha durante as reuniões como forma de apoiá-lo e juntos superarem o problema. Importante salientar, segundo a Dra Rita, que o zumbido não causa surdez e sim pode ser a consequência dela. A pedagoga Maria Heloisa Sabino, 48, afirma que o diagnóstico lhe fora informado depois de intensas avaliações. “Passei por cirurgia no septo nasal – parede que separa o lado esquerdo do lado direito do nariz – pois o médico acreditava que o sintoma estava relacionado ao ronco e a dificuldade na respiração. O que, infelizmente, não resolveu meu problema. Nisto, busquei a ajuda de um especialista da área de ortodontia. Agora, ele avalia se o sintoma tem a ver com uma deformação buco-maxilar”.
O próximo encontro do GAPZ será no dia 09 de abril, com o tema “Como explicar os diferentes graus de incômodo com o zumbido”, no Hospital de Clínicas de Curitiba, bloco 05, anexo B, a partir das 14h.
GAPZ apresenta os tratamentos para o zumbido 05/10/2009
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O Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido trouxe, na última sexta-feira, aos seus participantes informações sobre o que eles mais querem saber: solução. Os diversos tipos de tratamento para o problema foram apresentados pela otorrinolaringologista e otoneurologista, Rita Mendes, que também coordena o GAPZ.
Mais uma vez, muitas caras novas na plateia, que contava com cerca de 30 pessoas. Entre elas, uma advogada que veio de muito longe, de Porto Alegre. Há muito tempo procurando por recursos para o seu zumbido, ela encontrou o GAPZ pela internet e não teve dúvidas, pegou a estrada para ver como o grupo poderia ajudá-la.
Ela viu Dra. Rita Mendes explicar que diversas terapias estão na área da Otorrinolaringologia, que abrange a maior parte das causas do zumbido, mas que também existem outros tratamentos que exigem o trabalho interdisciplinar com ortodontistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos. “Mas o passo inicial é sempre dado pelo otorrinolaringologista, que irá descartar as deficiências próprias dos ouvidos (cóclea) antes de indicar outro profissional para atuação interdisciplinar/multiprofissional”, informa o ortodontista e ortopedista facial do GAPZ, Dr. Gerson Köhler.
Segundo ele, a atuação em conjunto de especialistas em várias áreas da saúde é fundamental para o trato não só de determinados casos específicos de zumbido, mas também em várias outras situações médicas, principalmente em questões de ronco, apneia e certos tipos de cefaleias tensionais. “Essa troca de informações é extremamente benéfica aos pacientes, que podem contar com mais conhecimentos a favor de seu tratamento”.
Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido 02/09/2009
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Na próxima sexta-feira, dia 4, o GAPZ – Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido recebe mais uma vez aqueles que sofrem com esse irritante e incômodo ruído nos ouvidos. O objetivo do encontro é dar oportunidade para pessoas esclarecerem suas dúvidas sobre o tema com profissionais qualificados e experientes. “A atuação da Ortodontia, da Ortopedia Facial e Craniomandibular em pacientes com zumbido” é o assunto desta reunião, que acontecerá no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná a partir das 14h.
O comando do encontro será responsabilidade do ortodontista e ortopedista-facial, Dr. Gerson Köhler, professor convidado, de pós-graduação da UFPR desde 1988. Ele explica que o zumbido é um sintoma que pode ter diversas origens, entre elas, a tensão na musculatura facial. Com a pressão e a ansiedade diárias, as pessoas descarregam o nervosismo sobre os músculos da mastigação e, com isso, começam a apertar os dentes. O córtex cerebral, ao invés de entender isso como desconforto, um erro de função, interpreta como sendo um som estranho. Ocorre, nesta circunstância específica, uma espécie de “engano de decodificação” pelo cérebro. O fato é explicado por uma teoria neurológica. Ela explica a razão pela qual, em determinados casos, o zumbido pode ter – também – como causa, o excesso de força da musculatura mastigatória, que gera os apertamentos de dentes entre si.
Esse diagnóstico para o zumbido não é antigo, tem pouco mais de 10 anos. Foram dois cientistas americanos que desenvolveram pesquisa que comprovou a relação entre a disfunção muscular facial e o sintoma. “Com esta mudança, pacientes nesta condição já conseguem alívio para este desconfortante quadro que afeta severamente o bem-estar da pessoa”, afirma o ortodontista.
O professor Köhler também diz que o zumbido exige uma atuação interdisciplinar para que o tratamento tenha sucesso, devido às variadas raízes do problema. “Para se diagnosticar o zumbido é necessário consultar inicialmente um otorrinolaringologista ou um otoneurologista, aí dependendo da avaliação das questões cocleares dos ouvidos, pode ser necessário o apoio de um profissional de outra área”.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP afirma que cerca de 20% da população sofre com este mal. O operador de máquinas Carlos Gavião é uma dessas pessoas. Ele ouve constantemente o som de um grilo dentro de sua cabeça há cinco anos, mas foi só nos últimos dois que o quadro começou a se tornar insuportável. Ele é uma das pessoas que está na busca por explicações e solução para seu caso, mas acredita que aprender mais sobre seu problema irá ajudar muito. “Vir às reuniões mensais do GAPZ é importante para encontrar uma forma de conviver melhor com o zumbido”.

