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Pequenos hábitos podem ser prejudiciais para o crescimento da face 04/06/2010

Posted by gersonkohler in crianças, ortodontia.
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Comportamentos ligados aos atos de sucção e mastigação como: usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono, com ou sem rangido, podem ser nocivos ao crescimento da face.

Porém, a postura corporal também pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça e do pescoço. Da mesma forma, o jeito de deitar na hora de dormir pode ser outro um problema.

O ortodontista, ortopedista-facial e professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de pós-graduação Gerson Köhler, diz que existem ainda os chamados distúrbios miofuncionais, que costumam estar invariavelmente ligados à respiração feita pela boca, quando existem impedimentos da passagem do ar pelo nariz ou pela nasofaringe, região onde existe a adenóide, um tecido esponjoso que pode fechar a parte de trás das narinas.

“Este procedimento altera a posição da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este quadro, muitas vezes, está ligado também às alergias nasais”, explica Köhler.

Aliás, as alergias – rinitosas – que interferem no mecanismo respiratório e estimulem a chamada respiração de suplência, feita pela boca, desequilibram a atuação dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os dentes nascerão em posições desorganizadas.

Köhler afirma que o padrão e a qualidade corretos da respiração são a chave do desenvolvimento normal do rosto humano. “Em casos de alergia, o tratamento se dará em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado precocemente. A terapia pode envolver médicos otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial”, finaliza.

Funções faciais 04/09/2009

Posted by gersonkohler in Complexo facial, ortodontia.
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Olá meus caros amigos,

Trago a vocês mais um vídeo.
Este é sobre as funções faciais e como podem causar as deformações que tanto comentamos por aqui.

Não se assustem com o cumprimento inicial, este vídeo é antigo mesmo.

Aproveitem e comentem!

Um abraço,
Gerson

Minha mandíbula estala quando abro a boca. O que há de errado? 13/08/2009

Posted by gersonkohler in Uncategorized.
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atmA ocorrência desse estalo pode ser o primeiro sinal de que você sofra de uma DTM, ou desordem (ou ainda disfuncionalidade) temporomandibular. Isso quer dizer que estas importantes articulações craniofaciais – as ATMs – que conectam a mandíbula ao crânio, ao lado dos ouvidos, na região das têmporas,  não estão funcionando corretamente e já devem apresentar alguma anormalidade em suas funções e – muitas vezes – até em sua forma.

As DTMs não aparecem de um dia para o outro. Em geral, são necessários anos de persistência de anomalias dentofaciais, muitas vezes conjugadas com hábitos prejudiciais (principalmente força excessiva em apertamentos dos dentes) até que a desordem se instale e deforme definitivamente as estruturas da articulação. Os estalos e desconfortos são os sinais e  sintomas dessa situação. Nesses casos pode ocorrer de a pessoa ficar com a mandíbula travada (não consegue fechar ou abrir), com abertura da boca limitada, com músculos mastigatórios fatigados, desvios significativos para os lados (gerando até assimetrias no rosto)  e também dores – não só locais, mas também expressas por cefaléias, principalmente na região das têmporas – situações que remetem à suspeita de desordem ou disfuncionalidade articular e neuromuscular.

As ATMs são o par de  articulações mais complexas e  mais exigidas no corpo, trabalhando quase que ininterruptamente, realizando tarefas nos momentos de mastigar, falar e de engolir (deglutimos em média duas vezes por minuto, sem perceber), etc. Para atender a esta intensa demanda, a mandíbula (através das ATMs) consegue realizar movimentos em várias direções: verticalmente, para frente e para trás e para os lados. Isto tudo só é possível pela característica multitarefas deste complexo par de articulações, que encaixam a mandíbula ao crânio. Convém lembrar que a mandíbula está numa “condição de soltura”, de tal forma que, se não fossem os músculos mastigatórios, ficaríamos com a boca aberta de forma continuada.

O que acontece nos casos de DTM é que com a função alterada – normalmente ligada à presença de anomalias dentofaciais (que incluem problemas de posicionamento inadequado entre os dentes) – o movimento de abrir e fechar a boca ocorre de maneira errada e vai, além de poder desgastar ossos e cartilagens, gerar desconfortos da musculatura de cabeça, face e pescoço, entre outras. Após vários anos de ocorrência dessa situação, sem tratamento adequado,  pode acontecer de os discos articulares (uma espécie de “menisco”) não voltarem mais para os seus encaixes corretos. É preciso lembrar que estas questões disfuncionais articulares devem ser tratadas com a precocidade necessária, para evitar, inclusive, necessidade de futuros procedimentos cirúrgicos no local.

Esse tipo de anomalia também pode gerar sintomas como dores de cabeça e zumbido no ouvido. Vale prestar atenção sobre a presença de hábitos nocivos, que são o primeiro passo para gerar uma DTM, tais como o costume de ranger ou apertar os dentes, roer unhas, morder os lábios, mordiscar objetos, mascar chiclete em excesso ou ter uma postura corporal inadequada. Existem ainda predisposições corporais, de conotações reumatológicas e ortopédicas, que podem estar presentes no quadro clínico sintomático.

Se você for portador de alguns desses sinais e sintomas procure – com urgência -  por um especialista (normalmente ortodontistas e ortopedistas faciais também tem a capacitação necessária para o diagnóstico) para tratar o problema antes que outros sintomas, alguns inclusive relacionados aos ouvidos, como pseudo-otalgia, zumbido e sensação de tamponamento, comecem a ocorrer.

Amamentação natural promove o desenvolvimento correto do rosto 05/08/2009

Posted by gersonkohler in Uncategorized.
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fdhA ligação entre mãe e filho é um dos laços mais poderosos da natureza. É graças a esse contato que a criança, um ser ainda tão frágil, delicado  e ingênuo, adquire força e coragem para encarar a vida. A amamentação é um dos meios em que essa conexão se fortalece, e também é de extrema importância para que o desenvolvimento do bebê ocorra da maneira adequada. E os beneficiados não são apenas os aspectos nutricionais e imunizadores do organismo, o ato de amamentar é fundamental – também – para o correto crescimento e desenvolvimento da face.

Os movimentos realizados pelo bebê ao se alimentar no seio da mãe exercitam a musculatura facial e também a respiração. Ao fazer a sucção e a deglutição, a criança fortalece os músculos e encaminha a formação dos ossos da maneira correta. Ao mesmo tempo, ela cria um padrão de inspiração e expiração pelo nariz, que se encaixa com o trabalho da região da boca.

A criança sente duas necessidades: de alimentação e de sucção. Ou seja, ao amamentar não basta garantir que ela ingeriu todo leite que queria, é necessário que satisfaça a vontade de exercitar a região bucal. Durante o processo, o bebê posiciona os lábios e a língua sobre o mamilo de forma a controlar a entrada de leite, vedando possíveis passagens de ar. Com essa disposição dos músculos, a deglutição é realizada corretamente e sem o risco de engasgar. Para se ter ideia do nível de exercício, podem ser feitas de 5 a 30 sucções por minuto, dependendo da fome.

“Quando se usa a mamadeira, o fluxo de leite é diferente, obrigando a criança a alterar a posição da língua para conseguir se amamentar. Engolir incorretamente de maneira constante, com certeza, trará prejuízos ao desenvolvimento do rosto e das arcadas dentárias”, afirma o ortodontista e ortopedista-facial, Gerson Köhler.

E a boa formação da estrutura do rosto e da musculatura também influenciará outra função essencial: a fala. Segundo a fonoaudióloga Nilse Köhler, amamentar também significa preparar a criança para falar, o posicionamento sobre o mamilo estimula os pontos articulados que produzirão os fonemas. “Isso previne contra situações fora da normalidade no futuro, pois estará fortalecendo e tonificando a língua, lábios e bochechas, músculos responsáveis pela geração das palavras”.

Os especialistas Gerson e Nilse Köhler, que atuam de forma interdisciplinar, conjunta, enfatizam que “os estímulos proporcionados pelos músculos durante a amamentação natural, no seio materno, são considerados de suma importância para a futura normalidade e harmonia do rosto do bebê, pois realizam ação de tração sobre os ossos da face, promovendo seu correto crescimento e desenvolvimento”. O ato de amamentação natural, finalizam os Drs. Köhler, pode ser considerado como “um verdadeiro aparelho ortopédico facial”.

Crianças que respiram pela boca 28/07/2009

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Olá, caros leitores.

Trago a vocês, hoje, um vídeo com a entrevista que concedi à Carla Lima, no programa Toda Tarde da TV Transamérica, no final de março.

Espero que gostem das informações e não se acanhem, comentem!

Um abraço,
Gerson

Mitos e verdades sobre a beleza do rosto infantil 24/07/2009

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gersonQuando o assunto é a saúde de crianças, os pais nunca perdem a oportunidade de saber o que é melhor ou pior para elas. O desenvolvimento da face abrange diversos fatores que podem contribuir de forma positiva ou negativa ao processo no decorrer da vida. Logo, existem alguns pontos que quem tem filhos deve estar ciente para garantir um crescimento correto e saudável da criança.
O ortodontista e ortopedista-facial, Dr. Gerson Köhler, que também é professor convidado da Universidade Federal do Paraná, explica que as funções da face são responsáveis pela maneira como esta irá se desenvolver. Em outras palavras, se o rosto não trabalha corretamente, não cresce do jeito certo.
As consequências sobre a estética e a funcionalidade do rosto são bem evidentes, mas a autoestima da criança também pode ser afetada. A seguir, veja alguns esclarecimentos do Dr. Köhler.
Como problemas de formação facial podem prejudicar a autoestima da criança?
O rosto é área corporal mais suscetível a deformações, que ocorrem lentamente, em geral, em decorrência da realização de funções faciais de maneira inadequada, como a respiração, mastigação, deglutição etc. Todos sabemos que crianças e adolescentes não perdem a chance de fazer piada uns com os outros. Logo, o jovem com essas deformações na face vira alvo de brincadeiras e apelidos de mau gosto, que podem gerar um estresse psicossocial, consequentemente, um comportamento retraído e complexado.
Então, não é só a herança genética que define a forma que o rosto se desenvolve?
Embora este seja o senso comum, várias pesquisas médicas já demonstraram que a crença é inválida. Na realidade, o projeto genético está codificado para dar certo, para a formação normal do rosto, mas os fatores ambientais e comportamentais podem, sim, prejudicar esse processo. Essa relação negativa genética-ambiente resulta em vários tipos de disfunções e anomalias, sendo as mais comuns as dentofaciais, relacionadas a qualidade da arcada dentária, a posição dos dentes.
Quais comportamentos podem ser nocivos ao crescimento da face?
Os mais conhecidos são aqueles ligados aos atos de sucção e mastigação. Usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono, com ou sem rangido. A postura corporal também pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça e do pescoço. Da mesma forma, a jeito de deitar na hora de dormir pode ser outro um problema.
Existem ainda os chamados distúrbios miofuncionais, que costumam estar ligados à respiração pela boca. Este procedimento altera a posição da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este quadro, muitas vezes, está ligado às alergias nasais.
Como essas alergias estão associadas a anomalias dentofaciais?
O padrão e a qualidade corretos da respiração são a chaves do desenvolvimento normal do rosto humano. Toda questão alérgica que possa interferir no mecanismo respiratório e estimule a chamada respiração de suplência, feita pela boca, desequilibra a atuação dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os dentes nascerão em posições desorganizadas.
Nesses casos, o tratamento se dará em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado precocemente. A terapia pode envolver médicos otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial.
A partir de que idade os pais devem começar a cuidar das questões dentofaciais?
Muita gente diz que o ideal é tratar só depois dos 16 anos, mas isso é um erro. Quanto antes forem detectados desvios no padrão de desenvolvimento, já deve haver um trabalho para corrigir o problema. Estudos e pesquisas dos principais centros de crescimento facial do mundo sustentam a premissa de que a terapia, quando necessária, pode e deve começar a ser efetuada já a partir dos 3 anos de idade, o que não significa, em absoluto, o uso obrigatório imediato de aparelhos corretivos. A idade pré-escolar (dos 3 anos 6 anos) costuma ser, em princípio, a ideal para efetuar uma primeira avaliação sobre o que esteja ocorrendo de inadequado com a face da criança.

Cuidados com o desenvolvimento facial de crianças também envolve os aspectos externos 23/07/2009

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Descobertas recentes têm mostrado que a genética não é único fator responsável pela maneira como a face humana se desenvolve no decorrer da vida. O meio ambiente, as relações, os hábitos diários também têm peso. A fase infantil deve ser olhada com muito cuidado, pois o sistema músculo-esquelético da criança é muito suscetível a sofrer deformações progressivas e continuadas.

Nessa idade, os ossos possuem uma capacidade plástica e de remodelagem surpreendentes e, sob uma atuação fora dos parâmetros de normalidade dos músculos faciais, podem ter suas estruturas e formas alteradas. O relacionamento com o ambiente influi nessa questão, logo, os cuidados para que as crianças tenham um desenvolvimento correto – com relação à face, área de atuação de ortodontistas e ortopedistas-faciais – abrangem conhecimentos da área pediátrica, que observarão as condições orgânicas e psicológicas do paciente.

Essa percepção da importância dos fatores externos na formação da face abre espaço para novas possibilidades de diagnóstico, prevenção e terapias para doenças e anomalias faciais. O ataque aos fatores de risco já na fase infantil é o mais indicado, e por vezes com tratamentos que não incluem necessariamente a utilização de aparelhos, ao contrário do que diz o senso comum.

As alterações morfológicas e funcionais da face, em geral, têm raízes em diversas causas, o que necessita um trabalho interdisciplinar no tratamento. Isso quer dizer que o caráter ortopédico do rosto infantil pode ir se deformando gradativamente, com isso, suas causas devem ser diagnosticadas em todos os campos interdisciplinares que estiverem envolvidos, e as terapias aplicadas da mesma forma. Podem incluir desde patologias, como alergias sobre a via aérea superior, até cuidados voltados à dinâmica familiar, à prevenção contra ações do ambiente, aparelhos e exercícios mioterápicos (uma técnica  especial para corrigir a ação dos músculos faciais sobre os ossos e reeducar a língua).

É interessante lembrar que as deformações ortopédicas do rosto não costumam ter origens congênitas (que ocorrem durante a gestação), mas, sim, são adquiridas com o decorrer da vida. Por isso, é sempre importante prestar atenção ao que acontece com seu filho e, caso suspeite de algum problema, procure um especialista. Também aqui, diagnóstico e tratamento precoces  são mais eficientes e permitem prevenir males maiores ou interromper – e normalizar – o que já está ocorrendo de forma errada.

O drama do TDC 21/07/2009

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ryjAtualmente, a beleza, tão valorizada em nosso meio social, acaba que, até inconscientemente, ganhando relevância entre outros tipos de peculiaridade. Com tanta cobrança existente em cima disso, a busca por rostos e corpos perfeitos é extrema e pode acabar gerando certos transtornos psicológicos relacionados ao corpo.
O Transtorno da Dismorfia Corporal (TDC) é um exemplo. Nestes casos, a pessoa cria em sua cabeça que não é bonita e procura métodos cirúrgicos para solucionar este distúrbio. A pessoa se acha feia, real ou imaginariamente, e cria expectativas exageradas de tratamento. O que ocorre, principalmente, com cirurgia plástica. Isso pelo fato desse transtorno não estar apenas ligado à beleza, em si, mas sim à visão imaginária que o paciente tem de si mesmo.
Geralmente, o início desse transtorno se dá na infância, onde a criança pode ser vítima de maiores deformações ortodônticas ou dentofaciais. Se não tratado corretamente, esses problemas de deformação podem acabar piorando com o tempo e tornar a pessoa vítima desse transtorno. Principalmente a criança, quando deformada, pode acabar vítima de brincadeiras, talvez inocentes, dos colegas de escola ou de seu convívio social e, assim, acabar criando um certo pavor da sua formação corporal.
Nestes casos, o correto é a procura de um especialista em ortodontia que possa recuperar as deformações da face geradas na infância e, também, o acompanhamento médico de um psicólogo. Pois, mesmo com a correção da face, o problema também é da cabeça do paciente.

Tratamento para reorganização facial 20/07/2009

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A formação da parte estética da face humana é derivada de quais comportamentos e hábitos são adotados durante, principalmente, sua infância. Alguns maus costumes podem gerar anomalias faciais e prejudicar posteriormente, tanto na formação final da face, quanto psicologicamente.
Para o conhecimento geral, os músculos da face humana são retratos de uma gama de emoções gravados durante anos. Alguns distúrbios que envolvem o rosto (boca, nariz, lábios e toda a musculatura craniofacial) são enfermidades, que podem ser tratadas, e devem ser geridas de um profissional da área.
Existem tratamentos que podem auxiliar na recomposição original da face. Esses tipo de distúrbios, normalmente presentes na maioria das pessoas portadoras de anomalias dentofaciais (problemas ortodônticos)  tem um tratamento específico,  a Mioterapia Orofacial.
Como exemplos desses distúrbios, citemos a postura e a movimentação inadequada da língua na cavidade bucal, os lábios flácidos, a condição de manter a boca aberta (principalmente durante o sono), bruxismo, entre outros. Todas essas ações podem ser totalmente prejudiciais à formação do rosto, podendo gerar as conhecidas animálias crânio/dentofaciais.
Um denominador comum em pacientes (principalmente crianças e adolescentes) portadores de distúrbios funcionais orofaciais é a mudança da forma das arcadas dentárias e, por conseqüência, de toda uma cadeia de efeitos nocivos, desarmônicos e às vezes desconfortantes sobre o rosto.
Os propósitos terapêuticos da Mioterapia Orofacial são específicos e voltados a normalizar e corrigir (sem o uso de aparelhos) todos os distúrbios já citados, além de procurar criar uma nova gama de hábitos. Dessa forma, o paciente acaba reconstituindo a formação original da face, também aproveitando para reeducar-se para que não sejam criados outros problemas.

A beleza e funcionalidade do rosto da criança 13/07/2009

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imagesdbdfSegundo os especialistas da complexa área pediátrica relacionada ao crescimento facial e o direcionamento que ele toma com o passar do tempo é derivado – além da herança genética, por óbvio – também por inadequação de funções, ações e hábitos nocivos durante a infância. Respiração incorreta, excesso de sucção de objetos como chupeta, mamadeira ou dedos, entre outras causas, podem ser complicadores e ocasionar futuras anomalias dentofaciais, em diferentes níveis de severidade. E, junto com o crescimento inadequado do rosto, a beleza, harmonia e expressividade faciais da criança são fatalmente prejudicados. Essas questões devem ser tratadas desde criança, já a partir da idade pré-escolar. Em alguns casos, por mais que exista um acompanhamento médico pediátrico geral, estas questões que envolvem o crescimento facial acabam não sendo corretamente direcionadas e a necessária monitoração do desenvolvimento do rosto acaba fincando em aberto. O fato é que somente profissionais especializados em ortopedia facial e ortodontia pediátrica costumam ter a formação e os conhecimentos necessários para notar, por exemplo, que além dos problemas de respiração, mastigação e deglutição, também existe um desvio no crescimento da face. Esta interação médica interdisciplinar entre profissionais que tratam o rosto sob pontos de vista diferentes é fundamental para que a criança cresça com sua face harmoniosa, bonita e funcional. Recomendo ainda que os pais levem em consideração que a respiração feita pela boca é uma poderosa forma de fazer com que o crescimento facial seja progressivamente alterado e desorganizado. A sistemática correta é a respiração realizada pelo nariz para que, assim, o sorriso seja perfeito (estrutural e funcionalmente) na composição de um rosto bonito e expressivo. Se isto não ocorrer, a respiração bucal que se instala (em caráter de substituição) altera toda a ação da musculatura da face sobre o seu arcabouço ósseo, e ação muscular inadequada deforma, de modo lento, mas progressivo, os ossos da face, principalmente a nasomaxila (que contém o nariz, mas também o palato e os dentes superiores) e a mandíbula. E finalizo, chamando a atenção para o fato de que se existem variáveis adversas gerando alteração progressiva do crescimento facial já aos três aos cinco anos de idade, por que esperar até a adolescência para tratar. Na área de saúde em geral, qualquer alteração ou doença deve ser tratada tão logo diagnosticada.

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