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É possível um tratamento ortodôntico sem desconforto? 25/08/2009

Posted by gersonkohler in ortodontia.
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fgmExistem vários métodos para controle do desconforto e de eventuais  dores que possam ser sentidas  durante um tratamento ortodôntico. É difícil prometer uma terapia sem que haja sequer um mínimo desconforto, mas já não é mais necessário ter medo ou sofrer dias sempre que “apertar” o aparelho.

Um ponto importante a ser levado em consideração é a sensibilidade à dor que cada pessoa tem, ou seja, o quanto ela consegue suportar. Isso é fundamental para definir o máximo de pressão que será feita sobre os dentes sem transtornar o paciente. Importante é especialista saber avaliar o limiar de sensibilidade ao desconforto de cada paciente.

A correção/normalização das arcadas dentárias é feita graças à remodelação dos ossos que contém os dentes. Isso causa, em princípio, uma inflamação – transitória, sempre controlada – do periodonto (o entorno dos dentes) , que pode gerar desconforto, variável em intensidade, geralmente mais prevalente  nas 24 horas seguintes aos ajustes e ativações do aparelho normalizador (corretivo). Alguns autores afirmam que a parte psicológica também tem influência, dependendo da pré-disposição do paciente em sentir ou não desconfortos frente à nova situação.

O controle das sensações desconfortantes – quando presentes -  pode ser feito por métodos famacológicos ou não. Estas alternativas de proporcionar confortabilidade englobam – também – outras  possibilidades que não medicamentosas, tais como uso de laser de baixa potência, de TENS – estimulador nervoso elétrico transcutâneo –, e também de um correto entendimento do paciente sobre sua nova situação bucal e dos cuidados necessários, principalmente nos três primeiros dias de tratamento.

São os fármacos, no entanto, os mais utilizados para combater as dores (se presentes), principalmente os anti-inflamatórios não-esteroides, pois não chegam a atrapalhar – pelo uso por poucos dias -  a movimentação dos dentes. Em nossa rotina de trabalho clínico costumamos prescrever o uso de medicação analgésica nos três primeiros dias após instalar o aparelho. Além disso, mantemos contato com o paciente no início do tratamento (dia seguinte) para descobrir qual seu nível de sensibilidade à dor e/ou desconforto, fato que balizará, na sequência,  toda a terapia normalizadora/corretiva (das anomalias dentofaciais) que se inicia.

Esse é um ponto extremamente subjetivo e que individualiza o tratamento, pois não há uma conclusão definitiva sobre grupos que sejam mais ou menos sensíveis aos desconfortos do tratamento ortodôntico. Já foram efetuados inúmeros estudos científicos sobre a questão, mas os resultados divergem, o que torna essencial a análise particular de cada caso. Cada paciente é um paciente e necessita de cuidados individualizados para transitar pelo tratamento ortodôntico sem qualquer sofrimento. Pelo contrário, com alegria e otimismo pelas mudanças benéficas que terá, tanto funcionais quanto estéticas.

A formação facial e seus cuidados 22/07/2009

Posted by gersonkohler in Uncategorized.
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CAKZVYYUCerca de sete entre cada 10 pessoas não apresentam um bom encaixe dos dentes superiores com os inferiores. Essas questões podem ser identificadas facilmente tanto em adultos quanto em crianças ou pré-adolescentes e podem prejudicar futuramente na qualidade de vida de cada um.
O fato é que esses casos podem estar diretamente relacionados a uma diversidade de problemas. Originam-se, na criança, em idade precoce, sendo influenciados intensamente pelas funções faciais inadequadas, tais como atos incorretos de respiração, mastigação, deglutição ou até de excesso de sucção de objetos (chupetas ou mamadeiras), além de outras funções sem finalidade alguma, tais como o rangido e apertamento dos dentes.
Em todo caso, a oclusão dentária é quem mais influi diretamente na estética sobre a harmonia e a forma do rosto. Considerada como uma complexa orquestração, que se completa somente ao fim da adolescência, se os cuidados corretos não forem tomados já na infância, podem ser projetados futuramente de forma negativa.
Diferentemente do que pensa uma pessoa leiga, a formação do rosto vai muito além da genética e, conjuntamente, é também definida pelas funções faciais (respiração, mastigação, deglutição, fonação, etc.) desde o nascimento da criança. O posicionamento inadequado dos dentes em suas arcadas – principalmente na transição dos dentes de leite pelos definitivos – pode ocasionar diversos níveis de alteração denominadas anomalias dentofaciais, que se refletem diretamente na parte estética facial da pessoa.
Em todo caso, a melhor forma de tratar as questões expostas é interdisciplinarmente, envolvendo – entre outras – profissionais da área odontológica, médica e fonoaudiológica. O recomendado é que as pessoas procurem especialistas na área médica e/ou odontológica para detectar os problemas o quanto antes, pois só assim estes poderão ser corrigidos da melhor maneira.

Tratamento ortopédico facial em crianças pode melhorar a respiração? 30/06/2009

Posted by gersonkohler in crianças.
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respiraçãoPara entender como funciona essa relação é importante notar que o teto da boca, o palato, é também o assoalho do nariz. Logo, uma má-formação da arcada superior dos dentes pode significar, também narinas estreitadas e redução da entrada de ar pela via nasal. Por isso, a ”disjunção maxilar”, procedimento ortopédico facial, pode ser uma opção eficiente para ajudar a melhorar a respiração nasal de crianças e adolescentes.
Esse método de tratamento – a disjunção maxilar ortopédica – é utilizado em casos conhecidos como “mordida cruzada” ou “mordida inversa”. Uma boa maneira de entender esse tipo de deformação é imaginar a relação entre uma pequena caixa  e sua tampa. Os dentes superiores devem abraçar suavemente os inferiores, em todos os lados, como a tampa faz com a caixa.
O encaixe errado das arcadas (oclusão) costuma ocorrer quando a região óssea da nasomaxila (nariz e arcada superior) não se desenvolve corretamente no sentido transversal. Esse quadro, que faz com que o rosto vá ficando assimétrico, normalmente, está relacionado com a respiração pela boca, muito prejudicial ao crescimento dos ossos da face por estimular uma postura errada da língua, da mandíbula e da cabeça. Com isso, os músculos da face e do pescoço mudam sua forma de trabalhar e – como têm poder de modelamento sobre a ossatura, principalmente em crianças e adolescentes – alteram o crescimento dos ossos.
Aqui, prova-se mais uma vez como a interdisciplinaridade entre áreas médicas pode beneficiar o paciente, no caso deste artigo, tanto para recuperar a potencializar uma respiração correta, quanto para corrigir e normalizar os dentes e os traços e a harmonia da face. Tudo a um só tempo, em benefício da saúde de crianças e adolescentes.

Dicas simples para viver mais e melhor 29/06/2009

Posted by gersonkohler in Dicas.
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imagesA busca por uma vida mais saudável é constante. Pequenas atitudes podem fazer a diferença no organismo de cada um. No quesito saúde bucal. Para manter a saúde dentofacial – a velha e tradicional escova de dente (hoje em dia em modelos que permitem maior eficácia na higiene bucal) deve ser usada rotineiramente, devendo-se trocá-la periodicamente, para que não acumule microorganismos nocivos. O uso do fio dental é indispensável para complementar a higiene bucal e os chicletes devem ser evitados como hábito rotineiro. As pessoas que mastigam goma de mascar por muito tempo podem apresentar sintomas desconfortantes na musculatura mastigatória, pela exacerbação de sua utilização. É preciso lembrar que higienizar a boca e os dentes não é somente uma medida preventiva de doenças locais (como cárie e gengivite), mas também de doenças sistêmicas, isto é, que podem se apresentar em outras regiões corporais, inclusive no coração, através da chamada endocardite bacteriana.
Mas… Ser feliz é o melhor remédio. Bons hábitos ajudam a viver mais e melhor, porém nada disso vale sem a felicidade. Há estudos que dizem que as pessoas otimistas vivem até 12 anos mais.

Cefaleia tensional, companheira indesejada no dia-a-dia 24/06/2009

Posted by gersonkohler in Cefaleia.
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sem títuloAs dores de cabeça, infelizmente, são companheiras frequentes de hoje em dia. O ritmo de vida acelerado gera estresse, ansiedade, depressão e tensão constantes, que muitas vezes resultam no incômodo que acaba com o bem-estar, a qualidade de vida e o sossego de qualquer um.
A mais comum é, sem dúvida, a cefaleia tensional, aquela dor parecida com a sensação de aperto, pressão na cabeça, como se fosse feita por uma faixa ou capacete. Ela é dividida em duas categorias: a episódica e a crônica. Estudos epidemiológicos comprovam a presença marcante da primeira, que acomete aproximadamente 87% da população em geral. Durante toda a vida, há prevalência em cerca de 70% dos homens e quase 90% das mulheres. Normalmente, essa dor vem e passa rápido, mas em alguns casos ela pode perdurar por 15 dias, o que significa que algo muito errado está acontecendo.
Uma das causas pode ser a contração da musculatura da face devido à sobrecarga emocional. A pessoa, involuntariamente, ao invés de procurar relaxar, descarrega essa tensão sobre a região da boca por meio do apertamento dos dentes. Isto pode ocorrer tanto de dia quanto de noite (apertamentos silenciosos e não necessamente os conhecidos e ruidosos rangidos de dentes). Se ocorrem à noite podem ser detectados em sua intensidade e tempo de duração pelos exames chamados polissonográficos.
Por isso, a avaliação da disfuncionalidade ortopédica/ortodôntica craniofacial pode ser um dos caminhos para encontrar a resolução do problema.
Entre os diversos tratamentos indicados para a cefaleia – que incluem intervenções médicas, principalmente neurológicas por meio de remédios, como analgésicos -, está a normalização da região dentofacial, tanto morfológica quanto funcionalmente. Ao inibir as parafuncionalidades (funções equivocadas da musculatura), as melhorias no conforto e bem-estar do paciente serão significativas.
Crianças, adultos e adolescentes podem ser afetados pelo desconforto. Como dissemos, muitas vezes pode ser um problema momentâneo, mas, caso o quadro se estenda por um tempo fora do normal, é bom procurar um médico.

Caros amigos, conversei com a Jovem Pan São Paulo recentemente sobre o tema deste artigo. Para escutar a matéria da repórter Simone Manochio, é só clicar no link a seguir. Um abraço.

Cefaleia tensional, companheira indesejada

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