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Pequenos hábitos podem ser prejudiciais para o crescimento da face 04/06/2010

Posted by gersonkohler in crianças, ortodontia.
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Comportamentos ligados aos atos de sucção e mastigação como: usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono, com ou sem rangido, podem ser nocivos ao crescimento da face.

Porém, a postura corporal também pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça e do pescoço. Da mesma forma, o jeito de deitar na hora de dormir pode ser outro um problema.

O ortodontista, ortopedista-facial e professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de pós-graduação Gerson Köhler, diz que existem ainda os chamados distúrbios miofuncionais, que costumam estar invariavelmente ligados à respiração feita pela boca, quando existem impedimentos da passagem do ar pelo nariz ou pela nasofaringe, região onde existe a adenóide, um tecido esponjoso que pode fechar a parte de trás das narinas.

“Este procedimento altera a posição da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este quadro, muitas vezes, está ligado também às alergias nasais”, explica Köhler.

Aliás, as alergias – rinitosas – que interferem no mecanismo respiratório e estimulem a chamada respiração de suplência, feita pela boca, desequilibram a atuação dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os dentes nascerão em posições desorganizadas.

Köhler afirma que o padrão e a qualidade corretos da respiração são a chave do desenvolvimento normal do rosto humano. “Em casos de alergia, o tratamento se dará em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado precocemente. A terapia pode envolver médicos otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial”, finaliza.

Mitos e verdades sobre a beleza do rosto infantil 03/06/2010

Posted by gersonkohler in adolescentes, beleza, crianças, ortodontia.
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Quando o assunto é a saúde de crianças, os pais nunca perdem a oportunidade de saber o que é melhor ou pior para elas. O desenvolvimento da face abrange diversos fatores que podem contribuir de forma positiva ou negativa ao processo no decorrer da vida. Logo, existem alguns pontos que quem tem filhos deve estar ciente para garantir um crescimento correto e saudável da criança.

O ortodontista e ortopedista-facial, Gerson Köhler, explica que as funções da face são responsáveis pela maneira como esta irá se desenvolver. Ou seja, se o rosto não trabalha corretamente, não cresce do jeito certo, não sendo – como se acreditava anteriormente – só a genética e a hereditariedade a determinarem isto.

As consequências sobre a estética e a funcionalidade do rosto são bem evidentes, mas a autoestima da criança também pode ser afetada. Segundo Köhler, o rosto é área corporal mais suscetível a deformações, que ocorrem lentamente, em geral, em decorrência da realização de funções faciais de maneira inadequada, como a respiração, mastigação, deglutição etc.

“Todos sabemos que crianças e adolescentes não perdem a chance de fazer piada uns com os outros. Então, o jovem com essas deformações na face – principalmente na região dentofacial, que engloba o sorriso – vira alvo de brincadeiras e apelidos de mau gosto, que podem gerar um estresse psicossocial, consequentemente, um comportamento retraído e complexado”, explica Köhler.

Por isso, o também ortodontista e ortopedista-facial Juarez Köhler diz que quanto antes forem detectados desvios no padrão de desenvolvimento, já deve haver um trabalho para corrigir e normalizar  o problema. “Muita gente acha que o ideal é tratar só na adolescência, mas isso pode ser inadequado, pois quanto antes o problema for diagnosticado e tratado melhor”, complementa.

Estudos e pesquisas dos principais centros de crescimento facial do mundo sustentam a premissa de que o diagnóstico e tomada de consciência das alterações presentes, pode e deve começar a ser efetuada já a partir dos 3 anos de idade, o que não significa, em absoluto, o uso obrigatório imediato de aparelhos corretivos.

De acordo com os especialistas da Clínica Köhler, a idade pré-escolar (dos 3 anos 6 anos) costuma ser, em princípio, a ideal para efetuar uma primeira avaliação sobre o que esteja ocorrendo de inadequado com a face da criança.

Para finalizar, Gerson Köhler ressalta que embora seja senso comum, várias pesquisas médicas já demonstraram que a crença de que a herança genética por si só define a forma final do desenvolvimento do rosto é incorreta.

“Na realidade, o projeto genético está codificado para dar certo, para a formação normal do rosto, mas os fatores ambientais e comportamentais podem, sim, prejudicar esse processo. Essa relação negativa genética-ambiente resulta em vários tipos de disfunções e anomalias, sendo as mais comuns as dentofaciais, relacionadas a qualidade da arcada dentária, a posição dos dentes”, conclui.

Pais precisam ficar atentos a monitoração do crescimento da face de seus filhos 02/06/2010

Posted by gersonkohler in adolescentes, Complexo facial, crianças, ortodontia.
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Desde quando o filho é pequeno, os pais devem ficar atentos ao rosto da criança e o seu crescimento, para que não haja deformações, principalmente na região dentofacial, que engloba o sorriso. Muitos esperam até a adolescência do filho para tratar das questões de crescimento alterado que estejam deformando o rosto. Porém, não é o mais recomendado, pois a criança poderá ter sua auto-estima e auto-imagem seriamente prejudicadas até lá.

Partilhar deste ponto de vista pode se caracterizar como uma incoerência, e mesmo uma espécie agressão velada à beleza e à saúde psico-emocional da criança. Deixar de procurar pelos recursos terapêuticos modernamente disponíveis, quando anomalias dentofaciais sejam detectadas, pode caracterizar uma atitude de falta de cuidados e atenção para com o que ocorre de inadequado com a forma, o aspecto e a saúde da face infantil.

De acordo com o ortodontista, ortopedista-facial e professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de pós-graduação Gerson Köhler, esta é uma constatação que não é nova. “Ela é conhecida desde a metade do século passado (XX) e resultou de estudos e pesquisas de um pediatra americano de nome Meredith”, diz.

Köhler explica que – segundo oos estudos de Dr. Meredith – aos quatro anos 60% do crescimento facial já está completo. Aos sete anos, 70% e aos 12 anos 90% do total do crescimento craniofacial já se completou. ”A medida em que não haja uma intervenção terapêutica tempestiva e oportuna dos desvios em curso, há uma progressiva perda de potencial terapêutico”, complementa.

Ou seja, quanto mais tarde uma criança portadora de anomalias dentofaciais for diagnostica e monitorada, menores se tornam as possibilidades de devolver o potencial de crescimento e desenvolvimento do rosto infantil ao caminho da normalidade física e naturalidade necessárias para que o mesmo possa se expressar em seus níveis mais elevados de funções, harmonia e beleza.

“O tratamento normalmente se inicia através de um monitoramento periódico e precisa de cuidados especiais tanto com relação às estruturas faciais quanto à sua funcionalidade (respiração, deglutição, fonação, mastigação, etc.)”, afirma Köhler.

Dados recentes – quanto à área da plasticidade facial – do setor biomédico da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informam de forma surpreendente que 92% dos jovens entrevistados gostariam de realizar alguma mudança em relação à forma corporal. Já a face, nesse contexto, assume uma significação especial, com predominância sobre os “defeitos” do restante do corpo.

A mesma pesquisa ainda revela que 72% dos adolescentes em geral evitam participar de atividades corriqueiras tais como ir à escola, a uma festa, à academia, ao clube ou mesmo dar uma opinião em seu grupo de amigos, pelo fato de não estarem se sentindo bem com a própria aparência.

“Isto revela, de forma dramática, que os jovens podem ter sua auto-estima e auto-imagem alteradas, com sérios envolvimentos para com o término de seu processo de desenvolvimento juvenil (que precede à idade adulta) e também para com a desenvoltura de sua vida escolar e social”, diz Köhler.

O ortodontista e ortopedista-facial alerta os pais para que, através dessa pesquisa, percebam que essa questão é muito mais séria do que se possa imaginar e não é mera estética como também qualidade de vida. “A nossa face é o nosso cartão de apresentação para o mundo, e problemas nela, podem vir a interferir, danosa e às vezes irreversivelmene sobre os níveis de auto-estima e auto-imagem que crianças e adolescentes possam ter de si próprios. Quando estas variáveis estão elevadas e positivas a própria vivência se torna mais prazerosa e propensa ao sucesso frente à existência”, afirma.

Cuidar bem destas questões, já na infância, é uma importante e séria responsabilidade dos pais com relação a seus pequenos, pois, desta atitude de alerta pode depender a felicidade, o bem-estar e a qualidade de vida de seus filhos.

Crianças sofrem com dificuldade de relacionamento devido a aparência 27/03/2010

Posted by gersonkohler in beleza, crianças.
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Uma pesquisa da Universidade de Minnesota nos Estados Unidos, mostrou aquilo que muitos pais e educadores já tinham se dado conta. As crianças que apresentam aparência facial fora dos padrões estéticos são frequentemente alvo de brincadeiras e gozações, como piadas e apelidos ofensivos.
Comportamento que pode também ser percebido em adultos, de uma forma diferente. Crianças com o rostinho bonito e angelical podem ter um tipo de consideração dos adultos para com comportamentos, erros e ou  faltas do dia-a-dia. Já o contrário parece ocorrer com as crianças com seu rosto prejudicado pela falta de harmonia e beleza, principalmente na região dentofacial (onde se instalam as questões de desvios ortodônticos).
Com base nisso percebe-se o quanto a beleza se tornou importante nas relações sociais, e o rosto é o ponto de início, nosso cartão de visitas. E inevitávelmente é onde a percepção sobre as pessoas inicia, sendo algumas vezes cercada de julgamentos, inclusive negativos.
Este é um dos principais motivos para que os pais estejam sempre atentos ao crescimento e desenvolvimento da região dentofacial (que contém a boca ) das crianças, afinal ela representa um terço do rosto. E na infância vários fatores podem causar deformações que podem influenciar na aparencia, desde a respiração bucal, o estado rinitoso, o crescimento exagerado de adenóide e amídalas palatinas, a mastigação inadequada e – inclusive -  o ranger constante dos dentes. Inclusive alterações da fonação podem estar associadas a anomalias dentofaciais pediátricas.
Por isso o ideal é um acompanhamento continuado por um profissional especializado em monitorar o crescimento do rosto e das arcadas dentárias dos pequenos. Este acompanhamento pode ser realizado a partir da idade pré-escolar – por volta dos 5 anos de idade – e poderá previnir possíveis anomalias ou  inadequações de crescimento facial futuras, garantindo uma melhor  confiança e estado de espírito para enfrentar a vida com auto-estima elevada.

Dores de cabeça nas crianças podem estar relacionadas também a problemas odontológicos 26/03/2010

Posted by gersonkohler in Cefaleia, crianças.
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Cada vez mais as crianças também são atingidas por problemas desconfortantes anteriormente conhecidos apenas por adultos, como a ansiedade. A incidência deste mal nas crianças pode acarretar outros problemas como o bruxismo, o sonambulismo, o terror noturno, sono inadequado e suas consequências para o dia seguinte.
O bruxismo, pode ser definido como o ranger e apertamento dos dentes. Ele ocorre devido a um excesso de atividade da musculatura mastigatória e pode estar ligado diretamente com as dores de cabeça. Segundo estudos de alguns centros pediátricos de renome, o bruxismo pode ser considerado  como um dos principais causadores de cefaléias tensionais e até de episódios de enxaqueca na infancia.
Para Gerson Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial, o surgimento do bruxismo em crianças e adolescentes é ocasionado principalmente pela ansiedade, e algumas vezes por doenças alérgicas, como a rinite. “As crianças que são mais ansiosas ou hiperativas tem mais probalidade de apresentarem quadros de dor de cabeça, principalmente pelo apertamento dos dentes durante a noite”, afirma o especialista. Já as crianças rinitosas parecem ser – há um estudo de um médico alergista americano sobre o assunto – três vezes mais propensas a fazer apertamentos noturnos.
Geralmente as crianças e adolescentes que apresentam este quadro de ranger noturno também são portadores de  anomalias dentofaciais, como predisposição a ter os dentes e arcadas dentárias em posições incorretas. “Este encaixe incorreto pode causar dores musculares no rosto e nas têmporas, dores de ouvido e até disfunção nas articulações craniomandibulares”, afirma o professor Köhler.
“Todos estes sintomas se caracterizam por ser – também – uma alteração ortopédica do crescimento do rosto, que deve ser tratada precocemente, para evitar futuras alterações do bem-estar e qualidade de vida na adolescência e depois na idade adulta”, enfatiza  Gerson Köhler.

19 de setembro – O parabéns também vai para os ortopedistas faciais 18/09/2009

Posted by gersonkohler in Data especial.
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erhaAmanhã, 19 de setembro, celebra-se aqueles profissionais de saúde que cuidam das questões relacionadas aos ossos, músculos e ligamentos, os ortopedistas. Mas, por mais que o nosso primeiro pensamento sobre o assunto nos remeta aos braços, pernas e coluna, a formação e a funcionalidade do rosto também estão amparadas, sob responsabilidade dos ortopedistas faciais.
A Ortopedia Facial é um dos ramos da Odontologia, cujo foco de atuação é a relação entre os maxilares e a musculatura mastigatória. O especialista trabalha na prevenção e correção de deformidades que podem aparecer no desenvolvimento da face, devido a vários fatores. “Diferente da Ortodontia, nessa área não se avalia especificamente a posição dos dentes apenas. É a estrutura que os guarda que nos interessa, cujas deformidades interferem na harmonia e na funcionalidade da face da pessoa”, explica o ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler.
Para evitar que crescimento facial seja desordenado, o acompanhamento especializado começa cedo, durante a fase infantil. Isso exige postura atenta por parte dos pais, para que não ignorem sinais como a má oclusão dentária. “Existem pesquisas que mostram que 60% da formação da face está completa aos quatro anos de idade, 70% aos sete e 90% aos 12. Após esse período, fica mais difícil obter bons resultados”, diz Gerson.
São vários fatores que podem gerar os desvios de desenvolvimento da face infantil, como usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, respirar pela boca. Depois de adulto, manias como roer as unhas, apertar os dentes durante o sono, morder os lábios e as bochechas, entre outros, extrapolam a função das estruturas de mastigação, levando a outros problemas.
A repercussão disso tudo não é pouca coisa. Nos jovens, o mais óbvio é o encaixe errado dos maxilares, de todos os tipos, fora deformações que deixam o rosto desarmonioso. “Nos mais velhos é comum ouvir queixas de dores de cabeça, as famosas cefaleias, zumbido no ouvido, dores, travamento e limitação da abertura da boca, entre vários outros sintomas”, enumera o ortopedista.
Bem consigo mesmo
Cuidar desses detalhes, além do benefício de saúde, também é importantes para a autoestima e autoconfiança da pessoa, devido ao fator estético. Segundo o ortopedistafacial, é comum ver seus pacientes se dizerem mais animados e felizes por verem o rosto mais bonito, rejuvenescido, com os traços organizados e harmoniosos.
Mesmo entre as crianças, a aparência tem força entre as relações pessoais. Nos Estados Unidos, a Universidade de Minnesota concluiu, em algumas pesquisas, que os jovens que não se enquadram nos padrões estéticos são os principais alvos de brincadeiras e piadas de mau gosto. Além disso, as crianças “bonitas” têm seus erros e falhas considerados mais aceitáveis, menos importantes.
Por essas razões, os problemas ortopédicos da face precisam ser levados mais a sério pela população. “Os efeitos psicossociais e mesmo de saúde podem ser severos. Toda alteração deve ser investigada precocemente, já a partir da idade pré-escolar, sendo a melhor maneira de garantir bem-estar e qualidade de vida às crianças”, afirma Köhler, que é professor convidado do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia e Ortopedia Facial da Universidade Federal do Paraná, desde 1988.

Crescimento facial 18/08/2009

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Olá meus amigos,

Trago outro vídeo para continuarmos a discussão sobre interdisplinaridade médica e o crescimento facial.

Aproveitem o material e deixem seus comentários.

Um abraço,

Amamentação natural promove o desenvolvimento correto do rosto 05/08/2009

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fdhA ligação entre mãe e filho é um dos laços mais poderosos da natureza. É graças a esse contato que a criança, um ser ainda tão frágil, delicado  e ingênuo, adquire força e coragem para encarar a vida. A amamentação é um dos meios em que essa conexão se fortalece, e também é de extrema importância para que o desenvolvimento do bebê ocorra da maneira adequada. E os beneficiados não são apenas os aspectos nutricionais e imunizadores do organismo, o ato de amamentar é fundamental – também – para o correto crescimento e desenvolvimento da face.

Os movimentos realizados pelo bebê ao se alimentar no seio da mãe exercitam a musculatura facial e também a respiração. Ao fazer a sucção e a deglutição, a criança fortalece os músculos e encaminha a formação dos ossos da maneira correta. Ao mesmo tempo, ela cria um padrão de inspiração e expiração pelo nariz, que se encaixa com o trabalho da região da boca.

A criança sente duas necessidades: de alimentação e de sucção. Ou seja, ao amamentar não basta garantir que ela ingeriu todo leite que queria, é necessário que satisfaça a vontade de exercitar a região bucal. Durante o processo, o bebê posiciona os lábios e a língua sobre o mamilo de forma a controlar a entrada de leite, vedando possíveis passagens de ar. Com essa disposição dos músculos, a deglutição é realizada corretamente e sem o risco de engasgar. Para se ter ideia do nível de exercício, podem ser feitas de 5 a 30 sucções por minuto, dependendo da fome.

“Quando se usa a mamadeira, o fluxo de leite é diferente, obrigando a criança a alterar a posição da língua para conseguir se amamentar. Engolir incorretamente de maneira constante, com certeza, trará prejuízos ao desenvolvimento do rosto e das arcadas dentárias”, afirma o ortodontista e ortopedista-facial, Gerson Köhler.

E a boa formação da estrutura do rosto e da musculatura também influenciará outra função essencial: a fala. Segundo a fonoaudióloga Nilse Köhler, amamentar também significa preparar a criança para falar, o posicionamento sobre o mamilo estimula os pontos articulados que produzirão os fonemas. “Isso previne contra situações fora da normalidade no futuro, pois estará fortalecendo e tonificando a língua, lábios e bochechas, músculos responsáveis pela geração das palavras”.

Os especialistas Gerson e Nilse Köhler, que atuam de forma interdisciplinar, conjunta, enfatizam que “os estímulos proporcionados pelos músculos durante a amamentação natural, no seio materno, são considerados de suma importância para a futura normalidade e harmonia do rosto do bebê, pois realizam ação de tração sobre os ossos da face, promovendo seu correto crescimento e desenvolvimento”. O ato de amamentação natural, finalizam os Drs. Köhler, pode ser considerado como “um verdadeiro aparelho ortopédico facial”.

Crianças que respiram pela boca 28/07/2009

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Olá, caros leitores.

Trago a vocês, hoje, um vídeo com a entrevista que concedi à Carla Lima, no programa Toda Tarde da TV Transamérica, no final de março.

Espero que gostem das informações e não se acanhem, comentem!

Um abraço,
Gerson

Mitos e verdades sobre a beleza do rosto infantil 24/07/2009

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gersonQuando o assunto é a saúde de crianças, os pais nunca perdem a oportunidade de saber o que é melhor ou pior para elas. O desenvolvimento da face abrange diversos fatores que podem contribuir de forma positiva ou negativa ao processo no decorrer da vida. Logo, existem alguns pontos que quem tem filhos deve estar ciente para garantir um crescimento correto e saudável da criança.
O ortodontista e ortopedista-facial, Dr. Gerson Köhler, que também é professor convidado da Universidade Federal do Paraná, explica que as funções da face são responsáveis pela maneira como esta irá se desenvolver. Em outras palavras, se o rosto não trabalha corretamente, não cresce do jeito certo.
As consequências sobre a estética e a funcionalidade do rosto são bem evidentes, mas a autoestima da criança também pode ser afetada. A seguir, veja alguns esclarecimentos do Dr. Köhler.
Como problemas de formação facial podem prejudicar a autoestima da criança?
O rosto é área corporal mais suscetível a deformações, que ocorrem lentamente, em geral, em decorrência da realização de funções faciais de maneira inadequada, como a respiração, mastigação, deglutição etc. Todos sabemos que crianças e adolescentes não perdem a chance de fazer piada uns com os outros. Logo, o jovem com essas deformações na face vira alvo de brincadeiras e apelidos de mau gosto, que podem gerar um estresse psicossocial, consequentemente, um comportamento retraído e complexado.
Então, não é só a herança genética que define a forma que o rosto se desenvolve?
Embora este seja o senso comum, várias pesquisas médicas já demonstraram que a crença é inválida. Na realidade, o projeto genético está codificado para dar certo, para a formação normal do rosto, mas os fatores ambientais e comportamentais podem, sim, prejudicar esse processo. Essa relação negativa genética-ambiente resulta em vários tipos de disfunções e anomalias, sendo as mais comuns as dentofaciais, relacionadas a qualidade da arcada dentária, a posição dos dentes.
Quais comportamentos podem ser nocivos ao crescimento da face?
Os mais conhecidos são aqueles ligados aos atos de sucção e mastigação. Usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono, com ou sem rangido. A postura corporal também pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça e do pescoço. Da mesma forma, a jeito de deitar na hora de dormir pode ser outro um problema.
Existem ainda os chamados distúrbios miofuncionais, que costumam estar ligados à respiração pela boca. Este procedimento altera a posição da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este quadro, muitas vezes, está ligado às alergias nasais.
Como essas alergias estão associadas a anomalias dentofaciais?
O padrão e a qualidade corretos da respiração são a chaves do desenvolvimento normal do rosto humano. Toda questão alérgica que possa interferir no mecanismo respiratório e estimule a chamada respiração de suplência, feita pela boca, desequilibra a atuação dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os dentes nascerão em posições desorganizadas.
Nesses casos, o tratamento se dará em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado precocemente. A terapia pode envolver médicos otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial.
A partir de que idade os pais devem começar a cuidar das questões dentofaciais?
Muita gente diz que o ideal é tratar só depois dos 16 anos, mas isso é um erro. Quanto antes forem detectados desvios no padrão de desenvolvimento, já deve haver um trabalho para corrigir o problema. Estudos e pesquisas dos principais centros de crescimento facial do mundo sustentam a premissa de que a terapia, quando necessária, pode e deve começar a ser efetuada já a partir dos 3 anos de idade, o que não significa, em absoluto, o uso obrigatório imediato de aparelhos corretivos. A idade pré-escolar (dos 3 anos 6 anos) costuma ser, em princípio, a ideal para efetuar uma primeira avaliação sobre o que esteja ocorrendo de inadequado com a face da criança.

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